
Ontem fui ver o filme “A Duquesa” que narra a história da aristocrata Georgiana Spencer, belissimamente interpretada por Keira Knightley, que na tenra idade dos 17 anos foi prometida para se casar com William Cavendish: o Duque de Devonshire, interpretado por Ralph Fiennes, tornando-se a Duquesa de Devonshire.

O filme é ambientado na Inglaterra do século XVIII com produção e figurino impecáveis, Georgiana Spencer foi considerada a Imperatriz da Moda, como Maria Antonieta utilizou-se da moda para se expressar e marcar a sua posição social, muitas vezes ao vê-la no filme tive a impressão de ver Maria Antonieta, pois como a sua contemporânea francesa, Georgiana adorava roupas luxuosas, jóias, usava o penteado “puf” enormes armações no cabelo ornamentado com plumas, adepta também do estilo frugal pastoril para seus passeios no campo. Ao contrário de Maria Antonieta, Georgiana conquistou o povo inglês com sua simpatia e estilo e foi uma das primeiras celebridades do mundo.

A grande lição deste filme é verificar a condição social da mulher deste período, de estar subjugada ao homem tendo como deveres: fidelidade ao marido e gerar um filho homem. Saliento também a permissividade da infidelidade masculina e a não aceitação da infidelidade feminina.

Georgiana obteve grande sucesso com o povo inglês pelo seu estilo e atuação política, mas na sua vida íntima foi um verdadeiro fracasso, obrigada a aceitar a infidelidade do marido que posteriormente não aceita a infidelidade dela e teve grandes dificuldades em gerar um filho homem. Assim como a Princesa Diana Spencer as mulheres da família Spencer não foram muito felizes em seus casamentos.

Outro ponto que destaco é o conceito de liberdade citado no filme, pois nunca somos livres, estamos sempre subjugados a forças exteriores que acabam comandando as nossas vidas, como disse Jean-Jacques Rousseau: “O homem nasce livre e a sociedade a rouba quando ele se adentra na mesma”, como o conceito do Contrato Social de Rousseau “O homem vive em sociedade porque se priva de sua liberdade individual em prol de uma suprema vontade geral”.

Finalizo este post com uma frase para refletirmos da obra “A Tempestade” de William Shakespeare.
“Serás tão livre quanto os ventos das montanhas, mas deves seguir rigorosamente as minhas ordens”.
William Shakespeare

10 comentários:
que lindo! o filme deve ser demais, assim como os absurdos cometidos contra as mulheres naquele tempo. adorei a frase do shakespeare e as fotos. da próxima vez que for assistir a um épico está INTIMADO a me chamar.
bjo,
Fran
http://francoiseterzian.blog.uol.com.br
Olá meu estimado amigo!
Ainda não ví esse filme, mas me pareceu muito interessante.
Vou seguir seu exemplo, vou procurar aonde está passando.
Muito agradecida, por sua visita ao meu cantinho.
Beijos e muita paz e luz para vc.
Regina Coeli.
Exelente postagem, este filme é um espetáculo.
Seus textos são facinantes.
beijos
Rick,
Sensibilidade é para poucos. Algo além da nobreza ou sangue real como mostra o filme. Algo que você tem de sobra, meu queridíssimo e amado amigo.
Bjs,
Gi
so nao gostei da frase
do william shakespeare...
XD
continue firme Ricardao!!
rsrs
bjos
amei seu blog! essas imagens lindas!! ameiiii! vamos nos ver então no bazar! vai ser divertido!!!! bjsss
Amigo fiz uma denúncia sobre psicopatas na Internet, apareça quando puder. beijos
fico impressionado com a sua sensibilidade para a as artes.
saudade
gui
Olá, Ricardo,
Acessei seu blog.
Fiquei surpreso com tudo: conteúdo, fotos, redação,
fluidez da língua portuguesa, clareza das idéias,
organização dos assuntos, e por aí vai.
Uma verdadeira viagem cultural.
Deu-me prazer, principalmente, porque me senti
identificado com o conteúdo dele.
Um verdadeiro blog literário.
Percebi logo que você tem as habilidades necessárias
para se transformar num bom escritor.
Parabéns,
Saudação,
Alberico Rodrigues
Oii,
Adorei suas consideracoes sobre o filme :)
besos.
Erika
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